quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Eleição Conselho Tutelar Ouro Preto


“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, á liberdade e à convivência familiar e comunitária”. (art. 227 da CF/88)

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que em cada Município deverá ter, no mínimo, um Conselho Tutelar.

“O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta lei”. É dessa maneira que o artigo 131 do ECA define o Conselho.
A função principal do Conselho Tutelar consiste na fiscalização do cumprimento dos direitos previstos no ECA. Seus membros são os principais responsáveis para fazer valer esses direitos e dar os encaminhamentos necessários para a solução dos problemas referentes à infância e à adolescência. Também deve ser consultado na elaboração da proposta orçamentária, já que o Executivo e o Legislativo não podem argumentar que desfrutam do poder discricionário, pois quando exercitam os princípios da conveniência e oportunidade, devem adotar o princípio da prioridade absoluta, como dispõe a Constituição e o Estatuto.

O Conselho Tutelar trabalha com/para a comunidade. Portanto, nada mais justo que a comunidade escolha os conselheiros!!!

Acredito que para ser conselheiro tutelar é preciso gostar da causa, ter um olhar diferenciado e ser compreensivo, bem como ter sempre o ideal de mudança, conhecer a realidade da infância e adolescência, precisa superar o senso comum e o comodismo burocrático, ocupando os novos espaços de ação social com criatividade e perseverança. O conselheiro tutelar deve ser um construtor, um organizador, um persuasor permanente, com ações que combatam os pequenos atos malfeitos, improvisados, impensados e imediatos.

O maior desafio é conscientizar a sociedade da importância na participação do pleito e incentivar as pessoas a votarem, apesar de o voto ser facultativo.

É por essas razões que sua participação, nesse processo de escolha dos conselheiros, é tão importante. Precisamos escolher pessoas que não se prendam às necessidades das elites; precisamos de pessoas que transcendam o plano do óbvio e busque horizontes além do olho nu. É preciso buscar um novo método de atuação.

Caro amigo e cara amiga ouropretano, nessas eleições, você tem o poder de mudar a realidade do Conselho Tutelar e dar novas perspectivas para nossas crianças e adolescentes que tem seus direitos violados, principalmente, por conservadores reacionários que operam na lógica da exclusão e que, paradoxalmente, trabalham em órgãos de inclusão.

Por isso hoje vos escrevo a fim de apresentar o processo de escolha do Conselho Tutelar de Ouro Preto, e chamo atenção para sua responsabilidade enquanto cidadão comprometido com as crianças e adolescentes que necessitam de políticas públicas descentes e permanentes.

Aproveito para solicitar a todos o apoio à candidatura de uma amiga Josiane Jerônimo, tive o privilegio de trabalhar ao lado dessa garota, pessoa ativa, sensível e engajada nos movimentos da sociedade civil a favor dos direitos da criança e do adolescente.

Para votar é necessário fazer o cadastramento em uma escola Municipal até o dia 09 de Setembro. A votação será no dia 18/09/2011, de 9h às 16h, na Câmara Municipal de Ouro Preto,

Importante: só poderão participar dessa eleição, quem tiver realizado o cadastramento até o dia 09/09.

Indicação de Livros


Quero aqui, nesse espaço, enfatizar o valor social do livro, ele é capaz de dar conhecimento e poder. Mas porque lemos? E como aprendemos a fazê-lo? Quais mecanismos emocionais são ativados? Como aprimorar a paixão pela leitura?

O hábito da leitura pode ser considerado um elemento chave do crescimento pessoal, cultural e social. Ele ajuda a entender melhor a si mesmo e os outros, coloca em movimento a mente e até mesmo a existência, aumenta a capacidade de fazer as escolhas certas; orienta para ver os detalhes da vida, antes incógnitos. E, talvez o mais bonito, desenvolve a capacidade peculiar de "aprender", ter respostas que na vida cotidiana, muitas vezes não encontramos. Possibilita-nos a viver uma nova vida, em infinitos mundos criados na ficção.

O poder do livro é unir e não dividir. Permitindo que, de fato, o movimento do pensamento e ideias, combinem diferentes populações e gerações, culturas e costumes, esse é o caminho para que os homens e as nações aprendam a viver em paz. 

Em resumo, a leitura ajuda a formar uma compreensão global, contribui para a prática da tolerância e solidariedade.

Um livro é inútil se não há alguém que o lê.

Grandes livros estão sempre à mão: são reservatórios de ideias, porém para alcançar o propósito essencial do livro é preciso aventurar-se em suas páginas e acompanhar o aprendizado. Há livros que são lidos, relidos e depois lidos novamente. Estes são os que põem em movimento tudo dentro de nós: emoções, sentimentos, anseios, pensamentos, aspirações, etc...

Suas palavras ressoam na pessoa como um eco. Eles parecem perfeitos para expressar algo que anteriormente não era conhecido. 

Sabemos que a capacidade de ler exige muito exercício e dedicação, e a disciplina é fundamental, reservar algum tempo para a leitura é imprescindível para compreensão e correta interpretação do texto.

Ler é um hobby, e vou tentar dividir com vocês essa minha experiência. Dentre tantas opções, vou arriscar-me a indicar (recomendar) as MELHORES.

Boa Leitura!!!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Opinião


Eu não perdi a fala quando não falo, enquanto estou muda, eu mudo de opinião. E o mundo tem razão, ninguém tem razão nenhuma para a crítica, eu converso sobre o que está inverso, ao reverso 

E pelo país não há sorriso minha letra não aplaca fome nenhuma. Eu ainda não perdi a fala enquanto calo. Minha bandeira resistiu um reino ainda pequeno, eu mesma mudo, mudei o comportamento daquele que vive apertado entre a traição do escuro até a letra da luminosidade de uma estrela.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Reportagem da Semana

Reportagem da Semana - 26 de Agosto de 2011

União Africana pede ações concretas no combate à crise de fome
DA EFE, EM ADIS ABEBA

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Começa a ter entre nós um significado de tudo que está perdido, meu tempo, minha vida feita de argila, a casa que desabou em tempo de ventania, a mulher que deixou-se construir com outro rosto, outro corpo.

E, além disso, começaram as aparições das negras aves envernizadas pela confusão da fome anunciada por tantos periódicos destes que agora nem mais existem.

Eu, que sempre quis saber a razão de tudo, deixei a razão de lado.

Comecei a transformar o ouro que os homens procuram no emblema destruidor de vidas ordinárias ou em ações menos sofisticadas.

Há todo um momento celestial, que só alguém passado por trilhos e espadas conseguiria renascer sem nenhuma ferida visível.

 Restituída a mesma semente à terra cultivada, começa a ter outro sabor a fruta agora mordida pelo tempo....

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vamos embalsamar o general


É tarde, muito tarde de qualquer dia de março. O país desponta verde pelo espaço e um pouco pálido no amarelo desbotado.

A favela revela a cara de um país sem nenhuma razão de existir. Soube-se pelo jornal que alguma coisa acontecerá amanhã e que nunca mais seremos os mesmos.

Pintaremos a cara ossuda de um vermelho de guerra onde quem está mais armado empunha um bastão de madeira e uma faca enferrujada de cabo de marfim. Os elefantes deixaram de existir em alguma tarde do ano passado quando nem mesmo as estrelas da farda do general souberam o que era brilho.

O jornal não deu qualquer notícia nem mesmo tendenciosa.

Vamos amanhecer colados na bandeira de um país sem razão e apenas supomos que a vida deixara de existir ou estará em suspeição quando alguns de nos armamos de cacos de vidro jogamos moedas no canal poluído da vila que hoje não mais existe.

Vamos repetir um hino de pouca nacionalidade com certa irritabilidade.

Deixamos de adquirir os documentos que fazem de nós hábeis – humanos livres.