segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Opinião


Eu não perdi a fala quando não falo, enquanto estou muda, eu mudo de opinião. E o mundo tem razão, ninguém tem razão nenhuma para a crítica, eu converso sobre o que está inverso, ao reverso 

E pelo país não há sorriso minha letra não aplaca fome nenhuma. Eu ainda não perdi a fala enquanto calo. Minha bandeira resistiu um reino ainda pequeno, eu mesma mudo, mudei o comportamento daquele que vive apertado entre a traição do escuro até a letra da luminosidade de uma estrela.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Reportagem da Semana

Reportagem da Semana - 26 de Agosto de 2011

União Africana pede ações concretas no combate à crise de fome
DA EFE, EM ADIS ABEBA

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Começa a ter entre nós um significado de tudo que está perdido, meu tempo, minha vida feita de argila, a casa que desabou em tempo de ventania, a mulher que deixou-se construir com outro rosto, outro corpo.

E, além disso, começaram as aparições das negras aves envernizadas pela confusão da fome anunciada por tantos periódicos destes que agora nem mais existem.

Eu, que sempre quis saber a razão de tudo, deixei a razão de lado.

Comecei a transformar o ouro que os homens procuram no emblema destruidor de vidas ordinárias ou em ações menos sofisticadas.

Há todo um momento celestial, que só alguém passado por trilhos e espadas conseguiria renascer sem nenhuma ferida visível.

 Restituída a mesma semente à terra cultivada, começa a ter outro sabor a fruta agora mordida pelo tempo....

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vamos embalsamar o general


É tarde, muito tarde de qualquer dia de março. O país desponta verde pelo espaço e um pouco pálido no amarelo desbotado.

A favela revela a cara de um país sem nenhuma razão de existir. Soube-se pelo jornal que alguma coisa acontecerá amanhã e que nunca mais seremos os mesmos.

Pintaremos a cara ossuda de um vermelho de guerra onde quem está mais armado empunha um bastão de madeira e uma faca enferrujada de cabo de marfim. Os elefantes deixaram de existir em alguma tarde do ano passado quando nem mesmo as estrelas da farda do general souberam o que era brilho.

O jornal não deu qualquer notícia nem mesmo tendenciosa.

Vamos amanhecer colados na bandeira de um país sem razão e apenas supomos que a vida deixara de existir ou estará em suspeição quando alguns de nos armamos de cacos de vidro jogamos moedas no canal poluído da vila que hoje não mais existe.

Vamos repetir um hino de pouca nacionalidade com certa irritabilidade.

Deixamos de adquirir os documentos que fazem de nós hábeis – humanos livres.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Educação




Se a educação universal é a chave para superar a pobreza dentro de uma geração ou duas, não pode haver ilusão de que qualquer escola está indo bem, só para atingir a meta. A qualidade da aprendizagem é o verdadeiro segredo do sucesso de um sistema de ensino,

O que é, portanto, uma “educação de boa qualidade”?
A definição de uma educação de qualidade deve estar pautada nos resultados do processo educacional, não podem ser limitadas às noções de alfabetização, mas deve incluir a aquisição de competências, valores e comportamentos que são a base de uma participação consciente na vida social. Uma boa escola, em poucas palavras, é o que ajuda as crianças a expressar todas as plenitude de seu potencial e crescer como cidadãos responsáveis.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O câncer do Governo: Corrupção


Hoje um homem vem a público, na praça, dizer que não há corrupção no governo.

Hoje este mesmo homem afirma que o governo está sempre certo, independente do que pensa o povo.

Hoje estão dizendo que o governo está aberto às críticas e que os que mais atrapalham são as críticas irresponsáveis da imprensa.

Algumas vezes isso pode ser verdade, mas sabemos que nem sempre verdade e governo andam juntos.

Hoje o último dos homens lúcidos deste país reclama novamente de um governo omisso e de interesses obscuros.

Haverá a qualquer momento, em cadeia nacional, uma declaração oficial oferecendo a nação algumas considerações. A despeito de se publicar falsas declarações sem base nenhuma.

O povo já está cansado e na fila, desfila numa fatia de pão desempregado de manteiga, recebendo a esmola do subsídio acintoso: um seguro que não segura e causa insegurança.

Uma afirmação falsamente firme na posição (que não segura ninguém), qualquer posição horizontal estimula o homem a dormir e não morrer.

Uma injustiça, justifica o justiceiro, e os homens, os mesmos que sobrevivem, podem contar quantos palitos existem em suas mãos.

O sonho atravessa rente o pesadelo. E qual será seu peso?

A encomenda pode se transformar em um país, mais cedo do que se imagina.
Seja como for, esta lei favorecerá a quem?

Tateia-se hoje um escuro esbarrando em substâncias decompostas.

E apenas um homem fala por parábolas na praça.